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Peixes de mar

Peixe-corneta

Fistularia commersonii

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Outros nomes: Çomak balığı · Kornet balığı

Peixe-corneta
(c) Ben Costamagna, some rights reserved (CC BY) · fonte
Família
Fistulariidae

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Pesqueiros: Egeu central e meridional

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Egeu central e meridional
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Egeu central e meridional

Época e condições favoráveis

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Meses produtivos: abr, mai, ago, set, out, nov

A época não garante capturas.

Melhores pontos em novembro

Por mês

Pontuação mensal média dos pontos na Turquia (0–100).

  1. 0 jan
  2. 0 fev
  3. 0 mar
  4. 43 abr
  5. 58 mai
  6. 74 jun
  7. 72 jul
  8. 70 ago
  9. 71 set
  10. 73 out
  11. 58 nov
  12. 0 dez

O melhor ponto de cada província turca, pela pontuação do mês.

  1. Damlataş plajı Alanya, Antalya 69/100 Bom
  2. Mersin Limanı Yolcu Salonu Akdeniz, Mersin 69/100 Bom
  3. Karaincir Beach Bodrum, Muğla 69/100 Bom
  4. Seyhan Karataş, Adana 61/100 Bom
  5. Altınkum Didim, Aydın 61/100 Bom

Pontuação de 0 a 100 a partir da época, da temperatura da água, do habitat e dos registos locais; uma tendência geral, não uma garantia.

Melhores horas do dia

Em que altura do dia morde mais, mês a mês.

  • Ativo ao amanhecer e ao entardecer
  • Pesca noturna pouco produtiva

Em novembro

  1. Amanhecer 85

    1 h antes do nascer do sol → 2 h depois

  2. Meio-dia 45

    1 h antes do meio-dia → 1 h depois

  3. Entardecer Melhor 90

    2 h antes do pôr do sol → 0,5 h depois

Pouco produtivo à noite

Fase da lua

Efeito da lua na pesca noturna; as pontuações comparam as fases.

  1. Lua nova 15
  2. Quarto crescente 15
  3. Lua cheia 20
  4. Quarto minguante 15

Melhor fase: Sem efeito claro

Janelas ao longo de 12 meses

Melhores horas do dia j f m a m j j a s o n d
Amanhecer 70 70 80 80 80 90 90 90 85 85 85 70
Meio-dia 55 55 45 45 45 40 40 40 45 45 45 55
Entardecer 70 70 80 80 80 90 90 90 90 90 90 70
Noite

As janelas seguem o nascer e o pôr do sol; a hora muda com o local e a data. Pontuação relativa dentro do mês: 100 é a melhor janela do dia.

11 fontes · fiabilidade média

Habitat

Onde e em que água vive: intervalos reunidos pela investigação.

Profundidade

0–132 m

sobretudo 1–30 m

Temperatura da água

17,1–33,1 °C

ideal ≥ 22 °C

Salinidade

Água do mar plena

28,1–39 ‰

Tipos de costa

  • Praia de areia
  • Costa rochosa
  • Molhe / quebra-mar
  • Pontão / cais
  • Costa mista
  • Dentro de portos
  • Barra do porto
  • Costa de aterro
  • Baixio / recife

Fundo

Vive junto ao fundo

  • Areia
  • Rocha
  • Areia, cascalho e rocha
  • Pradaria marinha

Intervalos do FishBase, AquaMaps e da literatura; uma tendência geral, não um limite rígido.

Fiabilidade: tipo de costa alta, temperatura média

Isco e material recomendados

Iscos e técnicas de pesca registrados.

Iscos por mês

Iscos documentados para a pesca de costa, mês a mês e pela turbidez da água.

Em novembro

Pela turbidez da água

Predador costeiro / de recife — Semipelágico; embosca e persegue. Boa visão e linha lateral forte; ataca os dois tipos de isco.

Límpida Visibilidade: mais de 8 m
Amostra Primeira amostra: Amostra dura · Muito adequado Nesta água, em geral: Vinil shad/minnow de cor natural, LRF, amostra fina; lento e natural. Cor: Transparente, Branco
Ligeiramente turva Visibilidade: 4–8 m
Amostra Primeira amostra: Amostra dura · Muito adequado Nesta água, em geral: Amostra dura, cabeça chumbada + shad, stickbait. Cor: Branco, Transparente
Moderadamente turva Visibilidade: 2–4 m
Amostra Primeira amostra: Cabeça chumbada + shad · Muito adequado Nesta água, em geral: Vinil paddle tail, vibe, colher rotativa; primeiro a vibração. Cor: Branco, Fosforescente (UV)
Turva Visibilidade: 1–2 m
Amostra Primeira amostra: Cabeça chumbada + shad · Muito adequado Nesta água, em geral: Vibe com chocalho, vinil com atrativo; perto do fundo, devagar. Cor: Silhueta escura, Fosforescente (UV), Branco
Muito turva Visibilidade: menos de 1 m
Amostra Primeira amostra: Cabeça chumbada + shad · Fraco Nesta água, em geral: Não recomendado; se for preciso, com atrativo e chocalho. Cor: Silhueta escura, Fosforescente (UV)
Calendário de iscos de 12 meses
janeiro
Fora de época
fevereiro
Fora de época
março
Fora de época
abril
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
maio
Amostras: Amostra dura, Cabeça chumbada + shad
junho
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
julho
Amostras: Amostra dura, Cabeça chumbada + shad
agosto
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
setembro
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
outubro
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
novembro
Amostras: Cabeça chumbada + shad, Amostra dura
dezembro
Fora de época

É o padrão habitual; a água e o tempo do dia podem mudá-lo. A cor é um ajuste fino: primeiro o tipo de isco, o tamanho e a ação. Fiabilidade: naturais baixa, amostras alta. Guia de cor e apresentação

Regras de pesca

A portaria não tem um registro de tamanho mínimo ou de defeso próprio para esta espécie. Aplicam-se as disposições gerais da Turquia.

Antes de sair, verifica as restrições locais de zona e de método.

Como se reconhece o peixe-corneta?

O que denuncia este peixe à primeira vista não é o tamanho, mas a forma. A FishBase descreve um corpo muito alongado e achatado de cima para baixo, e não dos lados, com um longo filamento em forma de chicote a sair do meio da cauda. O Atlas CIESM dos peixes exóticos do Mediterrâneo refere que a cabeça ultrapassa um terço do comprimento-padrão, que o focinho se alonga em tubo e que a pequena boca fica na ponta desse tubo. Segundo o atlas, a forma do corpo e os dois raios centrais da barbatana caudal, prolongados em filamentos, distinguem a espécie de todos os outros peixes do Mediterrâneo. Quanto à cor, as fontes não pintam o mesmo quadro. A FishBase descreve um peixe de dorso verde e ventre branco-prateado, com duas riscas azuis ou duas filas de pintas azuis no dorso; as barbatanas dorsal e anal são cor de laranja, o filamento caudal é branco e, de noite, o corpo mostra bandas largas. O Atlas CIESM nota que, no Mediterrâneo, a cabeça, o dorso e os flancos vão do cinzento ao verde-azeitona e que as pintas ou riscas azuis se veem sobretudo em exemplares de fora do Mediterrâneo. Por isso, se o peixe que tens na mão não mostrar pintas azuis, isso não faz dele outra espécie. O peixe com que mais facilmente se confunde é o seu parente próximo Fistularia petimba. A FishBase diz que os dois são frequentemente confundidos e descreve F. petimba como uma espécie avermelhada ou laranja-acastanhada de águas mais profundas, com placas ósseas ao longo da linha média do dorso. O nome turco desta espécie, na ficha da FishBase para a Turquia, é «külah balığı», enquanto o WoRMS regista «çomak balığı». Um estudo de Bozkaya, Gürkan e Taşkavak publicado em 2023 na Marine and Life Sciences chama também a F. petimba «kırmızı külah balığı» (külah vermelho). «Zurna balığı» é outro peixe: a FishBase atribui esse nome a Scomberesox saurus, o agulhão (/pt/turler/zurna-baligi).

De onde veio e onde vive?

O WoRMS coloca a espécie na família Fistulariidae, ordem Syngnathiformes; a sua área de origem é o Indo-Pacífico. A FishBase indica a distribuição natural desde a África Oriental e o mar Vermelho até à ilha da Páscoa, e do sul do Japão, a norte, até à Austrália e à Nova Zelândia, a sul. O primeiro registo no Mediterrâneo é a nota que Daniel Golani publicou em 2000 no Journal of Fish Biology: três exemplares da costa de Israel. O Atlas CIESM acrescenta que foram apanhados por arrasto a 15–35 metros de profundidade, que a espécie teve depois uma explosão populacional ao longo da costa israelita e que em 2007 chegou ao extremo ocidental do Mediterrâneo. Na Turquia, o primeiro registo vem da costa mediterrânica e foi publicado em 2002 por Gökoğlu, Bodur e Gülyavuz no Israel Journal of Zoology. A lista de espécies exóticas da Turquia que Çinar e colegas publicaram na PLOS ONE em 2021 dá como primeiro ano de observação 2001 para a costa mediterrânica (levantina) e 2002 para o Egeu, e classifica a espécie como «invasora»; uma nota publicada em 2013 no Journal of Applied Ichthyology dá conta do primeiro registo no golfo de Edremit, no nordeste do Egeu. A FishBase descreve-o como um peixe de recifes e dos fundos de areia vizinhos, que vive sozinho ou em cardumes entre 0 e 132 metros de profundidade; Çinar e colegas registam-no nas costas turcas em fundos duros e moles, entre 0 e 50 metros.

O que come e porque se espalhou tão depressa?

O peixe-corneta é um predador. A FishBase indica como alimento peixes pequenos, camarões e lulas; o Atlas CIESM diz que se alimenta sobretudo de peixes, que apanha de emboscada ou em perseguição. Num estudo ao largo do Líbano publicado por Bariche e colegas em 2009 no Journal of Applied Ichthyology, os estômagos de exemplares de 25–112 centímetros continham 41 taxa de presas diferentes; os mais importantes foram o trombeiro-boga (Spicara smaris) e a boga (Boops boops), e o peixe-corneta preferia espécies gregárias da coluna de água. As fontes são cautelosas quanto às razões do seu sucesso. O Atlas CIESM classifica a espécie como «muito comum» no Mediterrâneo e aponta como causa possível a menor concorrência com espécies nativas equivalentes. Num estudo publicado em 2016 na Molecular Ecology, Bernardi e colegas encontraram sinais de adaptação rápida na população mediterrânica: quase metade dos genes associados a 47 loci potencialmente sob seleção estava relacionada com a resistência a doenças e a osmorregulação.

Ficha da espécie

Peixe-corneta
Nome científico
Fistularia commersonii
Família
Fistulariidae
Ordem
Syngnathiformes
Tipo de água
Água salgada
Mares
Mar Egeu, Mediterrâneo
Outros nomes
Külah balığı, Çomak balığı, Kornet balığı

Perguntas frequentes

Em que mares se encontra Peixe-corneta?

Nos nossos registros, Peixe-corneta aparece nestes mares: Mar Egeu, Mediterrâneo, Egeu central e meridional — Grécia, Creta e mar da Líbia — Grécia, Baía de Güzelyurt — Chipre do Norte, Costa norte de Kyrenia — Chipre do Norte, Famagusta–İskele — Chipre do Norte, Península de Karpas — Chipre do Norte, Costa oeste Akamas–Pafos — Chipre do Sul, Costa sul Pafos–Limassol — Chipre do Sul, Costa sudeste de Larnaca — Chipre do Sul, Ayia Napa–Protaras — Chipre do Sul.

Em que meses se pesca melhor Peixe-corneta?

Períodos produtivos por mar: Egeu central e meridional — Grécia abril, maio, agosto, setembro, outubro, novembro; Creta e mar da Líbia — Grécia abril–novembro; Famagusta–İskele — Chipre do Norte todo o ano; Baía de Güzelyurt — Chipre do Norte todo o ano; Costa norte de Kyrenia — Chipre do Norte todo o ano; Península de Karpas — Chipre do Norte todo o ano; Costa sul Pafos–Limassol — Chipre do Sul todo o ano; Ayia Napa–Protaras — Chipre do Sul todo o ano; Costa oeste Akamas–Pafos — Chipre do Sul todo o ano; Costa sudeste de Larnaca — Chipre do Sul todo o ano.

O peixe-corneta é venenoso?

Segundo a FishBase, não tem nenhum espinho nas barbatanas dorsal e anal. A mesma fonte regista, na rubrica «ameaça para os humanos», casos de intoxicação por ciguatera; o estudo em que se baseia foi feito em Rarotonga, nas ilhas Cook, no Pacífico. O glossário da FishBase define a ciguatera como uma intoxicação resultante do consumo de peixes ciguatóxicos. O Atlas CIESM, por sua vez, regista a espécie como um peixe com alguma importância comercial nos países do Mediterrâneo oriental.

Até que tamanho cresce o peixe-corneta?

As fontes não dão o mesmo limite. A FishBase indica um comprimento máximo de 160 centímetros de comprimento total e um comprimento comum de 100 centímetros; o Atlas CIESM dá um tamanho comum de 20–100 centímetros e um máximo de 150. Num estudo publicado por Vitale e colegas em 2016 no Italian Journal of Zoology, 23 exemplares examinados a sul da Sicília mediam 69–104 centímetros sem o filamento caudal, pesavam 155–798 gramas e tinham entre 3 e 5 anos.

Como chegou o peixe-corneta ao Mediterrâneo?

Vindo do mar Vermelho, através do canal do Suez. A nota de Golani de 2000 dá conta dos três primeiros exemplares mediterrânicos na costa de Israel e atribui a sua presença à migração a partir do mar Vermelho pelo canal. Com base num estudo de Bariche e colegas de 2013 que documentou uma captura antiga no Líbano, o Atlas CIESM nota também que poderá ter havido introduções isoladas mais cedo. Segundo Bernardi e colegas, a espécie levou cerca de 130 anos a entrar no Mediterrâneo; uma vez lá dentro, em 2007 já se tinha espalhado por toda a bacia, de Israel a Espanha.

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